
A passagem da depressão Kristin teve um impacto significativo na União de Leiria, afetando não apenas infraestruturas e equipamentos, mas também o normal funcionamento da atividade desportiva do clube.
O Centro de Treinos da Bidoeira ficou destruído. Para além dos elevados danos na infraestrutura, que impossibilitam o regresso à rotina de trabalho da equipa profissional, a entrada de água provocou estragos em vários equipamentos especializados.
Na Academia União de Leiria, a tempestade derrubou o muro e a vedação do espaço, destruiu a cobertura da bancada e afetou o telhado das infraestruturas. O mais difícil de recuperar será todo o sistema de iluminação do campo, situação que impede, neste momento, qualquer previsão para a retoma dos treinos da formação.
O Estádio Dr. Magalhães Pessoa, apesar de ser municipal e de não representar um prejuízo direto para o clube e para a SAD, inviabiliza o regresso do staff ao trabalho e a realização dos jogos em casa. Jogar em ‘casa’ longe da cidade do Lis, representará também uma despesa indireta adicional, além da desvantagem clara para a equipa e para os sócios e adeptos Unionistas.
No que diz respeito às modalidades, o futsal vê a sua temporada seriamente comprometida, uma vez que o Pavilhão dos Parceiros, casa da modalidade, ficou destruído.
Também o basquetebol enfrenta semanas de grande incerteza, dado que os pavilhões utilizados — Pavilhão do Lis e os pavilhões das Escolas Francisco Rodrigues Lobo e José Saraiva — se encontram encerrados aos treinos por tempo indeterminado.
Importa sublinhar que a União de Leiria está longe de ser um caso isolado. Toda a região foi duramente atingida pela depressão Kristin, com impactos devastadores em comunidades, empresas, parceiros, instituições e no movimento associativo e desportivo. Muitos clubes, colegas e agentes do desporto local enfrentam prejuízos elevados e, em alguns casos, situações de verdadeira tragédia. Este contexto torna ainda mais desafiante o processo de recuperação, num momento em que todos procuram responder a dificuldades profundas e simultâneas. Esta realidade exige união, solidariedade e um esforço coletivo.
Desde a primeira hora, a União de Leiria tudo tem feito para chamar à atenção para o sucedido, procurando contribuir ativamente para a onda de solidariedade que se gerou (e que tão importante tem sido) para reerguer a nossa região.
Regresso ao trabalho
O regresso ao trabalho das várias equipas da União de Leiria tem sido feito de forma parcial e de acordo com as possibilidades existentes.
Após a tempestade, a prioridade passou por garantir a segurança de jogadores, equipas técnicas e staff. A maioria dos elementos que têm família noutras regiões regressou às suas casas.
No dia 30 de janeiro, a União de Leiria conseguiu, num esforço inédito, promover um estágio especial em Lisboa para acolher todos os jogadores do plantel e as respetivas famílias diretas que não tinham alternativa. Desta forma, foi possível retomar, ainda que parcialmente, o trabalho de preparação com vista ao regresso à competição.
Durante praticamente duas semanas, a equipa esteve em estágio fora da cidade, treinando na Cidade do Futebol (FPF), centro de treinos do Sporting Clube de Portugal e nas instalações do FC Alverca, instituição e clubes aos quais a União de Leiria deixa um profundo agradecimento pela total disponibilidade demonstrada.
Esta semana, a equipa profissional tenta regressar aos trabalhos na Bidoeira, uma tarefa particularmente difícil devido aos múltiplos constrangimentos existentes, nomeadamente as infraestruturas destruídas, os equipamentos danificados e a falta de eletricidade.
Relativamente à formação, retomam para já a atividade apenas as equipas que disputam os campeonatos nacionais — Sub-23, Juniores, Juvenis e Iniciados. Este trabalho está a ser desenvolvido com dificuldades diárias, recorrendo a campos emprestados e/ou alugados e com a inversão de jornadas, de forma a realizar os jogos sempre fora.
Por último, a equipa feminina retomou os treinos nas instalações da AD CCMI e chegou a acordo com as equipas adversárias para o adiamento de jogos e a inversão das jornadas que estavam previstas para serem realizadas em casa.
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